Presidente do IRA sofre grave acidente e fica cerca de uma hora na ambulância à espera de saber para que hospital deveria ser levado

| 13 de Dezembro de 2025 às 13:20
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IRA

Quando finalmente chegou ao hospital de Santa Maria, em Lisboa, Tomás Pires foi inicialmente recusado. O caso está a gerar forte indignação e levanta dúvidas sobre o funcionamento do SNS.

Foi desta forma que Tomás Pires, de 40 anos, chegou ao hospital de Santa Maria, em Lisboa. Foi preciso muito para aqui chegar. 

O acidente aconteceu a 8 de dezembro, na autoestrada A9, junto a Alverca. O presidente da associação IRA - Intervenção e Resgate Animal, seguia ao volante quando embateu a mais de 120 km por hora. Três pessoas ficaram feridas. Tomás estava em estado considerado grave. A viatura acionou automaticamente o SOS e para o local foram enviados os bombeiros da Póvoa de Santa Iria e de Alverca.

Mas dentro da ambulância o cenário ficou parado no tempo. Tomás conta que ficou cerca de 50 minutos na autoestrada, imóvel e com colar cervical, à espera que o CODU indicasse o hospital de destino.

A indicação só chegou às sete e meia da tarde. O destino: hospital de Santa Maria, a mais de 20 minutos de viagem. Chegou às oito horas e aí, diz, viveu um segundo choque.

A tripulação recusou transportar novamente um doente grave. Seguiram-se discussões entre bombeiros e equipa de triagem. Tomás entrou finalmente num hospital.

Passou vários dias internado. Não foram detetadas lesões na coluna, mas mantém dores no tórax e pescoço. Diz estar emocionalmente abalado e revoltado com o que viveu.

O presidente do IRA garante que vai apresentar queixa formal, depois de tudo o que viveu.