Viktor Orbán
Viktor Orbán tem recusado oferecer armas à Ucrânia ou permitir o seu trânsito através do território húngaro.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse que a Ucrânia se tornou um "risco de segurança para a Europa", durante uma entrevista à emissora estatal húngara, nesta sexta-feira.
Embora a maioria dos países da União Europeia (UE) tenha oferecido apoio político, financeiro e militar a Kiev desde a invasão da Rússia em 2022, a Hungria voltou a traçar uma posição diferente.
"O Ocidente não manteve a sua distância, não nos isolámos. Permitimos que a guerra se expandisse e até apoiámos esta guerra. Caso contrário, os ucranianos não conseguirão manter o seu próprio Estado. (…) Sem nós, a Ucrânia não conseguiria sobreviver nem mais um dia", disse Orbán.
O primeiro-ministro da Hungria tem recusado oferecer armas à Ucrânia ou permitir o seu trânsito através do território húngaro. Exigiu, ainda, a atenuação das sanções impostas à Rússia e adotou uma postura agressiva em relação a Kiev e com os seus apoiantes da UE.
"A Hungria não é o país que se ajoelha perante a Ucrânia. (…) Não agiremos como os europeus ocidentais, que observam cegamente o que o Presidente ucraniano diz", vincou.
Neste sentido, Orbán opõe-se firmemente à ambição da Ucrânia de aderir à UE. "A Ucrânia não pode exigir o apoio da Hungria à sua adesão à União Europeia. Ao fazê-lo, destruiria o nosso país e colocaria em perigo a vida dos nossos filhos. É por isso que não queremos aceitar a adesão", frisou.