Luís Montenegro
Luís Montenegro explica ainda que não houve pressa para acelerar a aprovação e implementação da lei da imigração e defende que não se deve normalizar a construção de barras com "condições desumanas".
O primeiro-ministro defendeu, numa entrevista à "Antena 1", esta segunda-feira, que a ministra da Saúde tem uma "grande capacidade de conhecimento, de gestão e de alteração da situação na área da saúde e de resistência e resiliência à dificuldade".
Garantiu ainda que o plano de emergência e transformação na saúde não está parado e explicou que uma das prioridades do Governo é combater o desperdício e a fraude no setor.
"Prometemos que nos primeiros 60 dias do anterior Governo, iríamos apresentar um plano de emergência. O plano está cerca de 70% executado, as pessoas que não pensem que nós paramos a execução do plano. É aí que depois entra uma outra componente. Nós anunciamos agora a criação de uma unidade de combate à fraude. Não há dúvida nenhuma que nós temos de fazer um reforço da nossa capacidade de combater o desperdício e a fraude no Serviço Nacional de Saúde", afirmou o primeiro-ministro.
Luís Montenegro mostrou-se confiante na promulgação da nova lei dos estrangeiros por parte do Presidente da República e explica que não houve pressa para acelerar a aprovação e implementação da lei.
"Eu confio que a solução jurídica que foi encontrada no Parlamento reúne condições para poder entrar em vigor no ordenamento jurídico, mas nós cá estaremos para assegurar que há segurança e certeza jurídica nas soluções que foram preconizadas", garantiu.
Sobre a habitação o chefe do Governo defendeu que "alguma coisa tem de ser feita" para que não se normalize que as pessoas construam barracas e vivam em condições desumanas, mas notou que combater essa realidade exige políticas sociais.
Luís Montenegro acusou ainda os socialistas de arrogância democrática e alega que o PS não está preparado para estar na oposição.