Prisão preventiva para o homem que é suspeito de matar a namorada e chamar o INEM dizendo que ela se teria sentido mal
O arguido terá contado à família a mesma versão e foi ao funeral chorar a morte da vítima.
A detenção do suspeito, de 36 anos, deixou em choque todos os que o conheciam e estavam convencidos de que a namorada tinha morrido depois de sofrer um aneurisma cerebral. Esta tinha sido a versão contada pelo arguido, que inclusivamente foi ao funeral da vítima, no cemitério da Conchada.
Perante o juiz de instrução Criminal, no Tribunal de Coimbra, também não confessou a prática dos factos que lhe são imputados, mas viu o magistrado aplicar-lhe a medida de coação de prisão preventiva.
O crime ocorreu a 5 de fevereiro, em casa do arguido, no centro da cidade. Após a agressão fatal, o suspeito ligou para o INEM, alegando que a vítima, de 43 anos, se teria sentido mal. Quando a equipa chegou à casa, a mulher luso-brasileira já estava morta.
O corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra e só no dia seguinte, a autópsia viria a revelar “múltiplas lesões”, sobretudo na cabeça, que indicavam que tinha sido vítima de morte violenta.
A investigação da Polícia Judiciária do Centro apurou que a morte terá ocorrido num contexto de violência doméstica, motivado por ciúmes. Agressor e vítima mantinham um relacionamento há cerca de três anos e estariam a planear viver juntos em casa do suspeito.
O alegado autor do crime é motorista de TVDE. Não tem antecedentes criminais e está indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, violência doméstica e ofensa à integridade física, na forma agravada.