Procuradoria-Geral da República abre inquérito ao diretor nacional da PJ

| 15 de Setembro de 2026 às 12:53
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Carlos Cabreiro

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Carlos Cabreiro é acusado de, no julgamento do pirata informático Rui Pinto, ter negado a existência de uma escuta que terá sido feita.

O inquérito parte de uma denúncia, feita em agosto, segundo a qual terão sido utilizados meios para gravação de conversas sem autorização de um juiz.

A suspeita está ligada ao julgamento de Rui Pinto, no âmbito do caso "Football Leaks".

Carlos Cabreiro e outros dirigentes da PJ são alvo de suspeitas de alegados crimes de falsas declarações em tribunal e abuso de poder neste caso.

Em tribunal, Cabreiro e outros inspetores garantiram não ter existido escutas ambientais, mas documentos internos da PJ indiciam o contrário.

O diretor da PJ referiu, no entanto, que mantém “todas as declarações proferidas em tribunal”.

Da queixa constam gravações de som supostamente autorizadas por Carlos Cabreiro, num encontro realizado em 2015 numa área de serviço de Oeiras, entre o advogado que representava o pirata informático e dois representantes do fundo de investimentos desportivos Doyen, que estavam a ser chantageados por Rui Pinto.

Carlos Cabreiro ocupa o cargo de diretor da Polícia Judiciária desde o mês de abril, tendo sido o escolhido para suceder a Luís Neves, atual ministro da Administração Interna, também este tendo estado debaixo de fogo nos últimos meses.