PS afirma que Governo passa ideia de “incompetência”; Chega diz que “Montenegro está um bocadinho à deriva”

Inês Simões Gonçalves | 13 de Fevereiro de 2026 às 22:28
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PS afirma que Governo passa ideia de “incompetência”; Chega diz que “Montenegro está um bocadinho à deriva”

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre o Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português (PTRR) anunciado pelo primeiro-ministro. 

Bruno Gonçalves começou por explicar que vários autarcas relatam que o mau tempo vai provocar atrasos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) atual que podem levar a que “as autarquias, com o dinheiro que não têm, tenham de injetar dinheiro nos investimentos, ou [...] ficarem com a obra a meio e ainda terem de devolver dinheiro do PRR”. 

“Este é o mesmo Governo que tem há mais de um ano uma pasta de Reforma do Estado. Se o primeiro-ministro acha que é preciso reformar o Estado e que há falta de investimento no Estado, nós podemos concordar, mas se calhar não é esta a altura para debater isso”, defendeu. 

Segundo o eurodeputado socialista, “há uma ideia que passa para as pessoas” não só de “impotência do Estado”, mas também de “falta de clareza da liderança”. 

Por sua vez, Rita Matias considerou que “Luís Montenegro está um bocadinho à deriva”. 

“Vai anunciando pacotes, programas e alterações talvez para tentar acalmar o povo português, mas já percebemos que nada bate certo”, explicou. 

Segundo a deputada do Chega, era suposto os portugueses terem acesso a apoios, mas se tiverem algum tipo de dívida à Autoridade Tributária deixam de ter acesso. 

Rita Matias lembrou que os apoios têm por base mecanismos online, “sendo que grande parte do país, nomeadamente nas áreas afetadas, está sem comunicações e sem luz”.  

Apesar de existirem 15 carrinhas móveis e 275 balcões físicos nos espaços do cidadão, a deputada considerou não ser suficiente para atender a população afetada “de Coimbra a Alcácer do Sal”.