PS defende que em cenário de catástrofe André Ventura “só quer aparecer”; Chega diz que "papel de um político é de mobilizar e de sensibilizar"
Bruno Gonçalves (PS) e Marta Silva (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW
Bruno Gonçalves (PS) e Marta Silva (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre o apoio às vítimas do mau tempo.
Bruno Goncalves começou por salientar que Marta Silva publicou um ‘story’ no Instagram esta segunda-feira “onde apelava a que as pessoas se mobilizassem porque António José Seguro tinha dito [...] que recusava e impedia que a Iniciativa Liberal, o Chega e o PSD formassem algum Governo”.
“António José Seguro nunca disse isto. É desmentido por ele”, explicou.
O eurodeputado socialista considerou que “estas pessoas que representam o partido Chega, num cenário de catástrofe e de desastre em Portugal, estão mais preocupadas em partilhar mentiras para poderem vencer ou ter o melhor resultado no domingo do que em respeitar a vontade dos portugueses”.
“É muito clarificador aquilo que foram as últimas semanas de campanha, mas acho que foi ainda mais clarificador o momento de domingo, porque é entre pessoas completamente diferentes [...] e uma delas — como é o caso de António José Seguro —respeita os portugueses e outros só querem aparecer.
Por sua vez, Marta Silva defendeu que “qualquer coisa que André Ventura faça" vai ser sempre considerada um “ato político”. A deputada explicou que o líder do Chega “não faz as coisas para o número político”, mas que “faz as coisas que sente que deve fazer”.
“[André Ventura] é uma pessoa altamente reativa no momento. Não fica à espera de decisões superiores ou pensa demasiado sobre as coisas, explicou.
Marta Silva considerou ainda que a visibilidade do presidente do partido “é importante para sensibilizar outras pessoas a fazer o mesmo”.
A deputada do Chega lembrou que André Ventura “foi muito criticado por levar ajuda porque não era em número elevado”, mas realçou que “ninguém falou da mobilização que foi feita a nível das distritais”.
“O papel de um político que tem esta relevância nacional também é esse de mobilizar e de sensibilizar. Outros preferem andar mais escondidos [...]. É uma opção que cada um faz”, defendeu.