PS defende que “faltou voz de comando no Governo” no mau tempo; PSD diz que executivo não consegue estar “devidamente preparado”

Inês Simões Gonçalves | 04 de Fevereiro de 2026 às 18:53
A carregar o vídeo ...

PS defende que “faltou voz de comando no Governo” no mau tempo; PSD diz que executivo não consegue estar “devidamente preparado”

Mariana Vieira da Silva (PS) e André Coelho Lima (PSD) estiveram Frente a Frente no NOW

Mariana Vieira da Silva (PS) e André Coelho Lima (PSD) estiveram Frente a Frente no NOW esta quarta-feira e falaram sobre a resposta do Governo à destruição causada pela passagem da tempestade Kristin. 

Mariana Vieira da Silva começou por defender que “quando há ventos de 180 ou 200 quilómetros por hora, há destruição não há verdadeiramente nenhuma prevenção que possa evitar”. 

“Antes de se fazer as críticas também tem de se dizer isto, senão parece que havia uma espécie de solução mágica”, afirmou. 

A deputada recordou o seu tempo no Governo e salientou a excecionalidade do fenómeno meteorológico do ano de 2017. “Ela aqui também existe e não quero deixar de a referir”, acrescentou. 

Ainda assim, considerou que “faltou alguma voz de comando no Governo”. 

“Podemos tentar fazer [...] uma espécie de separação entre o que é a resposta técnica e a coordenação política, mas a resposta na Proteção Civil é sempre política. [...] A nível concelhio, quem a coordena é o presidente da Câmara", explicou. 

André Coelho Lima reforçou que não se pode esquecer que “às vezes estamos no poder e às vezes estamos na oposição”. 

“Numa circunstância desta natureza, qualquer Governo em Portugal que não é sujeito a catástrofes [...] nunca está devidamente preparado”, considerou. 

“Se tivéssemos noção [...] do que significa mesmo ventos superiores a 180 quilómetros por hora, não acredito que o comandante da Proteção Civil se tivesse ausentado”, acrescentou. 

No entanto, reforçou que não é desculpabilizante e salientou que a maioria dos cidadãos podem não saber o que significa ventos de 180 quilómetros por hora, mas considerou que quem ocupa o cargo de liderança da Proteção Civil deve saber.