PS diz que Governo mostra que não é com o Partido Socialista que quer dialogar”; PSD diz que propostas “não se fazem com cartas escritas na praça pública”

Inês Simões Gonçalves | 18 de Fevereiro de 2026 às 22:33
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PS diz que Governo mostra que não é com o Partido Socialista que quer dialogar”; PSD diz que propostas “não se fazem com cartas escritas na praça pública”

Mariana Vieira da Silva (PS) e André Coelho Lima (PSD) estiveram Frente a Frente no NOW

Mariana Vieira da Silva (PS) e André Coelho Lima (PSD) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta quarta-feira e falaram sobre a falta de resposta do primeiro-ministro às várias cartas enviadas pelo secretário-geral socialista, com propostas em várias áreas com problemas no país. 

Mariana Vieira da Silva defendeu que “Luís Montenegro podia não ter querido responder a um assunto”, mas que quando não responde a nenhum mostra “uma manifesta vontade de demonstrar que não é com o Partido Socialista que quer dialogar”. 

“Normalmente quando fazemos estas declarações muito veementes, acaba a fazer ricochete e a acabar mal para o PSD”, acrescentou. 

Para a deputada socialista, “o mais importante é que o PS cumpra dois papéis que lhe cabe”: o de indicar soluções que possam ser implementadas “em diálogo com o Governo” e propor soluções "que sejam alternativas ao Governo”. 

Por sua vez, André Coelho Lima considerou que “propostas em determinadas áreas temáticas que queiram ser feitas a um Governo em funções não se fazem com cartas escritas na praça pública”.  

“Isso é quem não quer fazer negociação, é quem quer fazer espetáculo político”, defendeu. 

André Coelho Lima lembrou que, enquanto membro da oposição, apresentou uma proposta na área da Justiça “na maior discrição possível”. 

“O Partido Socialista é o último que se pode queixar desta atuação porque foi exatamente esta atuação que o primeiro-ministro António Costa teve com o PSD enquanto maior partido da oposição, dizendo que no dia em que precisasse do PSD ia-se embora”, acrescentou. 

Ainda assim, o ex-deputado considerou que “da parte do Governo a forma correta não é a não resposta”.