Frente a Frente
Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW.
Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre a greve geral anunciada pela UGT e pela CGTP devido ao pacote laboral do Governo.
Rita Matias começou por defender que “estamos num anteprojeto” e que ainda é cedo para anunciar uma paralisação.
“Estamos numa fase de negociações, não só entre partidos — e André Ventura tem apelado várias vezes à negociação com o Chega — como também entre forças sindicais ou não sindicais e entre trabalhadores e entidades patronais”, argumentou.
Para Rita Matias, ainda anunciar a paralisação é “precoce" e que diminui a capacidade de negociações.
A deputada do Chega disse ainda que “há outras formas de pressão” além da greve e realçou que o Chega não vai aprovar o pacote caso se mantenham algumas propostas que considera que atentam aos direitos das mulheres.
“É chocante um Governo propor-se a reduzir o número de horas de amamentação e obrigar a entrega de um atestado médico, que é ridículo. Mais ridículo ainda é mexer naquilo que são garantias para mães que estão a viver luto depois de uma perda gestacional”, defendeu.
Por sua vez, Bruno Gonçalves considerou que “aquilo que mais justifica a posição da UGT não tem que ver apenas com o anteprojeto”, mas sim com “a atitude deste Governo”.
“Este é um Governo que não tem querido negociar. Esta era uma ministra do Trabalho que ninguém conhecia, porque antes das eleições autárquicas Luís Montenegro quis esconder o tema laboral”, afirmou.
Bruno Gonçalves lembrou a lei laboral apresentada pelo Governo se chama “Trabalho XXI” — para o século XXI.
“Só tenho pena que não tenha pensado nas novas modalidades de trabalho do século XXI e que queira recuperar a ameaça aos direitos laborais dos trabalhadores que parecem do século XX”, concluiu.