PS diz que pacote laboral do Governo “ameaça aos direitos laborais dos trabalhadores”; Chega defende que greve geral é precoce e que anteprojeto está em fase de negociação

Inês Simões Gonçalves | 15 de Novembro de 2025 às 00:08
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Frente a Frente

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW.

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre a greve geral anunciada pela UGT e pela CGTP devido ao pacote laboral do Governo. 

Rita Matias começou por defender que “estamos num anteprojeto” e que ainda é cedo para anunciar uma paralisação. 

“Estamos numa fase de negociações, não só entre partidos — e André Ventura tem apelado várias vezes à negociação com o Chega — como também entre forças sindicais ou não sindicais e entre trabalhadores e entidades patronais”, argumentou. 

Para Rita Matias, ainda anunciar a paralisação é “precoce" e que diminui a capacidade de negociações. 

A deputada do Chega disse ainda que “há outras formas de pressão” além da greve e realçou que o Chega não vai aprovar o pacote caso se mantenham algumas propostas que considera que atentam aos direitos das mulheres. 

“É chocante um Governo propor-se a reduzir o número de horas de amamentação e obrigar a entrega de um atestado médico, que é ridículo. Mais ridículo ainda é mexer naquilo que são garantias para mães que estão a viver luto depois de uma perda gestacional”, defendeu. 

Por sua vez, Bruno Gonçalves considerou que “aquilo que mais justifica a posição da UGT não tem que ver apenas com o anteprojeto”, mas sim com “a atitude deste Governo”. 

“Este é um Governo que não tem querido negociar. Esta era uma ministra do Trabalho que ninguém conhecia, porque antes das eleições autárquicas Luís Montenegro quis esconder o tema laboral”, afirmou. 

Bruno Gonçalves lembrou a lei laboral apresentada pelo Governo se chama “Trabalho XXI” — para o século XXI. 

“Só tenho pena que não tenha pensado nas novas modalidades de trabalho do século XXI e que queira recuperar a ameaça aos direitos laborais dos trabalhadores que parecem do século XX”, concluiu.