PS diz que partido de André Ventura não tem "nenhum problema em usar nomes de crianças que não se podem defender" e Chega afirma que falta de vagas em creches é "inqualificável"

Joana Ramalho | 04 de Julho de 2025 às 22:33
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Frente a Frente

Frente a Frente no NOW, Bruno Gonçalves afirmou que Rita Matias quis "viralizar" nas redes sociais. Já a deputada do Chega respondeu afirmando que a falta de vagas em creches no país "é um drama real".

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente esta sexta-feira no NOW e falaram sobre um episódio que marcou o debate sobre as alterações à lei da imigração e da nacionalidade no Parlamento, quando o líder do Chega citou nomes de crianças estrangeiras.

Bruno Gonçalves começou por dizer que "aqueles que se dizem tão preocupados com a família tradicional" não têm "problema nenhuma em pegarem em nomes de crianças que não se podem defender" para serem utilizados como 'argumentos' durante debates no Parlamento.

"Se a Rita [Matias] ou André Ventura quisessem trazer a debate público a falta de vagas em creches em Portugal, mas não querem. A Rita queria viralizar nas redes [sociais], dissipar o ódio", acusou Bruno Gonçalves.

O eurodeputado socialista argumentou ainda que o primeiro programa de Governo em Portugal a alertar para a escassez de vagas em creches no país "foi o programa do PS".

"O investimento público em creche passou a ser feito em Portugal. Mas a Rita não queria trazer esse debate", acrescentou.

De seguida, Rita Matias afirmou que é "inqualificável" haver mulheres em Portugal que se tenham que "despedir para ficar a tomar conta das suas crianças".

"É inqualificável que tenhamos mães grávidas que tentam logo correr a várias creches deixar o nome dos seus filhos, a criança nasce e depois, após seis, sete, oito, nove meses ou até um ano não consegue vaga. Isto é um drama real, deixado pelo PS", defendeu.