PS diz que Presidente da República não é líder da oposição; Chega realça que pode presidir Conselho de Ministros
Bruno Gonçalves (PS) e Bruno Nunes (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW
Bruno Gonçalves (PS) e Bruno Nunes (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre as eleições presidenciais.
Bruno Gonçalves começou por defender que, em termos de oposição, “o líder do Chega não se devia ter candidatado a estas eleições”.
“Se a ideia é ser líder da oposição, a liderança da oposição faz-se a partir do parlamento ou contra o poder parlamentar maioritário ou contra o Governo. Um Presidente da República não tem uma função de ser líder da oposição do Governo, a Constituição não o diz”, explicou.
O eurodeputado socialista considerou que mesmos os cenários que avaliam a segunda volta e que dizem que André Ventura não vence em nenhum dos cenários, “é um exercício da fantasia dos números, mas que pode não ter correlação na realidade”.
“Há uma coisa que eu tenho a certeza: os dois candidatos que passem à segunda volta têm os dois uma probabilidade de vencer as eleições”, afirmou.
Por sua vez, Bruno Nunes defendeu que, apesar de o Presidente da República não ser líder da oposição, ocupa um cargo importante por ter uma prerrogativa para poder presidir o Conselho de Ministros.
“A realidade é que o Presidente da República [...] não tem de ser um jarrão chinês, oferecido por Xi Jinping e estar colocado quietinho só para embelezar”, acrescentou.
Segundo o deputado do Chega, “existem dois ou três candidatos que podem passar à segunda volta” e André Ventura “está bem posicionado para ser um deles”.
“Não acreditamos que exista a possibilidade que esta conta aritmética e a questão de somar os candidatos e dizer que a segunda volta dá cerca de 60%”, afirmou.