PSD, CDS e Chega rejeitaram um debate sobre a TAP com a presença de Miguel Pinto Luz

Fernando Coelho | 11 de Setembro de 2024 às 21:04
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O PSD diz que o ministro das Infraestruturas não tem qualquer problema com o relatório e que o partido se mantém aberto para debates sobre o dossiê da TAP.

Apesar da vontade da esquerda e da IL, PSD, CDS e Chega rejeitaram um debate na comissão permanente sobre a TAP com a presença do ministro das infraestruturas Miguel Pinto Luz.

A proposta foi apresentada pelo Bloco de Esquerda e o PS.

"Entendemos que são devidos grandes esclarecimentos ao parlamento e através do parlamento aos cidadãos. Essa possibilidade foi inviabilizada por ausência de consenso na conferência de líderes pela oposição", referiu Alexandra Leitão.  

"O ministro Miguel Pinto Luz é um ativo tóxico do Governo, não deve tutelar o dossiê da TAP. Hoje mesmo é debatido na comissão um documento apresentado pelo Bloco de Esquerda para que Miguel Pinto Luz esteja presente na comissão. Vem confirmar o que já se sabia", menciona Fabian Figueiredo. 

Firme mesmo com contestação, o PSD diz que o ministro das Infraestruturas não tem qualquer problema com o relatório e que o partido se mantém aberto para debates sobre o dossiê da TAP.

"Se há alguém que tem problemas com o relatório da inspeção-geral de finanças e com o dossiê TAP não é o ministro Miguel Pinto Luz, é o atual secretário-geral do Partido Socialista", disse Hugo Soares. 

Em causa está a privatização da companhia aérea em 2015, que terá sido realizada com garantia da própria empresa.

Também esta quarta feira, o Parlamento aprovou 15 audições sobre a auditoria da IGF à TAP.

Na lista está o nome de Miguel Pinto Luz, e ainda Pedro Nuno Santos e da antiga ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque.

Também José Sócrates está nessa lista, será questionado sobre compra da empresa de manutenção VEM no Brasil que terá gerado perdas de mais de 900 milhões de euros para a TAP.