Vladimir Putin
Putin questionou ainda se há condições para dialogar "com aqueles que se apoiam no terror".
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia esta quarta-feira de organizar ataques terroristas contra o país e de atacar deliberadamente civis.
"Nas regiões de Bryansk e Kursk, trata-se certamente de um ato terrorista, e a decisão de cometer tais crimes foi certamente tomada na Ucrânia, a nível político", acusou Putin, durante uma reunião com o Governo transmitida em direto pela televisão.
Segundo Putin, os ataques ucranianos contra civis russos, incluindo mulheres e crianças, aconteceu para atrapalhar as negociações de paz que estão a ter lugar na capital da Turquia.
"Na véspera da próxima ronda das conversações de paz que propusemos, em Istambul, [os ataques ucranianos] tinham claramente como objetivo perturbar o processo de negociação", destacou Putin, em declarações em Moscovo.
Putin questionou ainda se há condições para dialogar "com aqueles que se apoiam no terror".
"Pedem a cessação das ações militares durante 30 ou mesmo 60 dias. Pedem uma reunião ao mais alto nível. Mas como é que uma reunião como esta pode ser realizada nestas condições? Para discutir o quê? Quem conversa com aqueles que se apoiam no terror, com os terroristas?", questionou.
Uma trégua serviria para "encher o regime" de Kiev com armas ocidentais, disse Vladimir Putin, e para preparar outros atos terroristas.