“Quando um mercado não resolve o problema, tem de haver um serviço público”, defende António José Seguro
O candidato a Belém disse não saber qual o modelo que vai ser escolhido para garantir a distribuição de imprensa diária, mas defendeu que “o interior não pode ser abandonado”.
O candidato à presidência da República António José Seguro defendeu esta quinta-feira que o Estado deve ter um papel complementar na distribuição da imprensa, porque o interior não pode ser abandonado.
“Não há democracia sem imprensa livre, que investiga e dá notícias. Quando um mercado não resolve o problema, tem de haver um serviço público”, explicou em entrevista à CMTV.
António José Seguro disse não saber qual o modelo que vai ser escolhido, mas defendeu que “o interior não pode ser abandonado”.
“Já foi abandonado em várias situações, portanto tem de haver jornais a chegar ao interior. Não só para que as pessoas possam ler, mas porque se os jornais deixam de chegar lá, deixam de dar notícias sobre o que se passa no interior do país”, acrescentou.
As declarações surgiram depois de a empresa de distribuição de jornais VASP ter anunciado que vai deixar de assegurar a distribuição diária de publicações periódicas em oito distritos a partir de 2 de janeiro de 2026.
Em comunicado, a empresa explicou que "atravessa, neste momento, uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais, que colocam sob forte pressão a sustentabilidade da atual cobertura de distribuição de imprensa diária".
Relativamente às escutas de António Costa na ‘Operação Influencer’, divulgadas pela revista Sábado, o candidato a Belém garantiu que a lei tem de ser cumprida por todos. No entanto, mostrou-se indignado por um processo que levou à demissão do primeiro-ministro da altura e à dissolução do parlamento ainda não ter nenhuma evidência.
“Passámos de uma situação de estabilidade política para uma situação de ano e meio. Passaram-se dois anos e não há nenhuma evidência desta investigação? Acho isto inaceitável”, afirmou.