Caso do 'assassino da estrada'
Atualmente, cumpre uma pena de 21 anos pelo homicídio de Daniel Pimentel.
Estávamos em 1984 quando Reinaldo Silva assassinou um homem numa rixa de trânsito, na Madeira. Foi condenado a 12 anos de cadeia, mas aproveitou uma saída precária para fugir para o Brasil. Em 2002 foi recapturado, mas acabou libertado quatro anos depois.
Entre 2007 e 2009, atacou sete pessoas nas estradas de Portugal. Espalhou o terror através de ameaças e insultos e agredia as pessoas com armas brancas. Até que, em fevereiro de 2009, o agressor assassinou Daniel Pimentel, em Vagos.
Ficou assim conhecido como o 'assassino da estrada'. Foi condenado a 21 anos e dez meses de cadeia e será libertado em julho de 2027. Ainda assim, Reinaldo já teve três saídas precárias e queria sair mais cedo da cadeia.
O Tribunal de Execução de Penas de Lisboa recusou esse pedido. O recluso ainda recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa, mas voltou a perder.
Da primeira vez que Reinaldo saiu em liberdade, comprou um Fiat Uno preto. Esse carro acabou por ser o elo comum, que permitiu ligar o homem à vaga de ataques na estrada. Bateu e esfaqueou condutores porque estes andavam demasiado devagar ou apenas porque "olharam para ele".
A Polícia Judiciária chegou a dizer que o agressor tem uma compulsão para a agressão e para esfaquear. Andava descontrolado e munido de facas.
O ataque fatal aconteceu junto à Praia do Areão. Daniel, de 54 anos, emigrante nos Estados Unidos, estava de férias em Portugal. Estava com um amigo e iam comprar cimento quando um Fiat Uno preto colou-se na traseira do seu carro. Pouco depois, foi ultrapassado e Reinaldo travou bruscamente. Pararam ambos na estrada e o homicida deu-lhe duas facadas no abdómen. Fugiu depois a grande velocidade.
Esteve três meses escondido em Espanha até ser capturado pela PJ de Aveiro. Confessou o crime e foi então condenado a mais de 20 anos de cadeia.