Reposição de areia em praias de Loué pode terminar em meados de maio, diz ministra do Ambiente

Lusa | 18 de Abril de 2026 às 16:11
Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho
Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho FOTO: LUSA_EPA

Maria da Graça Carvalho, visitou este sábado as obras em curso em cinco praias do concelho de Loulé que estão a ser alimentadas artificialmente para reverter o desgaste verificado no areal após as tempestades que nos últimos meses afetaram a região e Portugal e adiantou que os trabalhos já estão concluídos em três delas.

A ministra do Ambiente disse este sábado, no Algarve, que os trabalhos de reposição de areia entre as praias do Garrão e de Quarteira, no concelho de Loulé, decorrem a bom ritmo e podem estar concluídas em meados de maio.

A titular da pasta do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, visitou este sábado as obras em curso em cinco praias do concelho de Loulé que estão a ser alimentadas artificialmente para reverter o desgaste verificado no areal após as tempestades que nos últimos meses afetaram a região e Portugal e adiantou que os trabalhos já estão concluídos em três delas.

“Três das praias já estão feitas (…), no total é 1,4 milhões de metros cúbicos de areia, só faltam 600, exatamente na parte de Quarteira e Porto Novo. As outras três - Trafal, Vale do Lobo e Garrão - já estão”, afirmou a governante aos jornalistas na praia do Garrão poente, onde durante a manhã visitou a draga que está a realizar os trabalhos.

Maria da Graça Carvalho classificou a obra como “essencial” para proteger as praias da erosão costeira, mas também as construções localizadas mais próximo do mar, e salientou que os trabalhos têm “um objetivo ambiental”, mas também “económico”.

“Se nós não fizermos esta injeção aqui todos os anos, diminui a quantidade de areia e corremos o risco de deixar de ter estas praias. Estas praias são importantíssimas para a economia da região, para a economia do Algarve”, justificou.

A ministra do Ambiente considerou que a obra “está a correr muito bem” e estimou que a intervenção vai estar concluída antes do final da época balnear, que começa a 1 de junho.

“(…) Se não existirem problemas do tempo, tempestades - espero que não -, são capazes de antecipar algumas semanas e a meio de maio já estar tudo completo”, previu.

Maria da Graça Carvalho sublinhou que este tipo de intervenção vai também ser realizada noutras áreas do Algarve (praia do Vau) e do país (Furadouro, Moledo ou Costa de Caparica), esclarecendo que só a alimentação das cinco praias em Loulé vai custar 14,8 milhões de euros, 85% financiados pelo Programa Operacional Sustentável e 15% pelo Fundo Ambiental.

Maria da Graça Carvalho referiu que a alimentação das praias vai também ser acompanhada de outras soluções que permitam reter areia, como intervenções nos pontões em Quarteira, previstas para o próximo ano.

Ante do início da época balnear, vão ainda ser executadas intervenções de urgência para consolidar as arribas de falésias em risco, sobretudo na costa de Albufeira, adiantou, frisando que é um trabalho necessário para garantir a segurança dos utilizadores das praias, que muitas vezes ignoram o risco de derrocada e não respeitam as instruções de segurança que aconselham distância das falésias.