Eça de Queiroz
A decisão de trasladação não é consensual e gerou polémica na região.
A Fundação Eça de Queiroz realizou em Baião, uma homenagem, na casa de Tormes, em Santa Cruz do Douro, ao autor antes da trasladação dos restos mortais para Lisboa para concessão de honras de Panteão Nacional, uma forma de contribuir para a imortalização do escritor e da obra.
Eça de Queirós nasceu em 1845, na Póvoa de Varzim, e morreu a 16 de agosto de 1900. Foi enterrado em Lisboa. Em janeiro de 2021, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, a concessão de honra de Panteão Nacional a Eça de Queirós.
No entanto, apenas 13 dos 22 bisnetos concordaram com a trasladação. Seis dos familiares recorreram, logo a seguir, da decisão para o Supremo Tribunal Administrativo (STA). O coletivo de juízes, a 25 janeiro 2024, declinou as intenções dos herdeiros. Um grupo de baionenses não se conforma com a decisão e explica porquê.
Na Obra Queirosiana, Os Maias são considerados como o maior romance realista do século XIX. Obras como O Primo Basílio, A Cidade e as Serras, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia, A Ilustre Casa de Ramires e A Tragédia da Rua das Flores, também marcam o trabalho de Eça de Queirós.