Retalho low cost
Nos últimos dois anos, entraram no país pelo menos seis empresas de origens distintas, que abriram dezenas de lojas, geraram centenas de empregos e vieram "mexer" num mercado que estava praticamente circunscrito a duas empresas.
A Pepco, a Action e a Tedi são apenas três exemplos de marcas que entraram no mercado português nos últimos dois anos e só estas, juntas, abriram meia centena lojas e criaram mais de 700 empregos de norte a sul do país.
Portugal tem sido "invadido" por uma série de retalhistas "low cost" internacionais. Só desde 2022 há pelo menos seis estreias.
A Action foi a última a entrar em ação e contou ao Negócios que o sucesso da marca noutros mercados motivou uma aposta em Portugal.
A cadeia holandesa cortou a fita da primeira loja em fevereiro em Vila Nova de Gaia e planeia chegar ao final ano com nove lojas, duas delas previstas para abrir no que ainda resta de dezembro. Para já emprega mais de 200 pessoas.
Em maio do ano passado foi a vez da polaca Pepco se estrear em Portugal.
Escolheu Coimbra para o fazer e, em pouco mais de ano e meio, abriu 19 lojas e contratou mais de 300 trabalhadores.
Por vezes descrita como a rival da Primark, a Pepco diz que receção por parte dos portugueses tem sido calorosa e positiva, o que faz o negócio querer abrir caminho no interior do país.
Já a Tedi aterrou em Portugal vinda da Alemanha há exatamente dois anos. Escolheu Guimarães para a estreia, motivada pela afinidade dos consumidores portugueses aos produtos.
O investimento feito no país ultrapassa os cinco milhões de euros e as perspetivas da empresa apontam para um aumento nos próximos anos.
A Tedi vai fechar o ano com 19 lojas, após duas aberturas só este mês. Empregam perto de 200 pessoas e têm na calha mais cinco novas lojas a curto prazo.
Em 2022 entraram ainda a dinamarquesa normal e a alemã Kik. Já a francesa Gifi estreou-se por cá no ano passado.