Mensagem foi finalmente divulgada depois de ter sido mantida em sigilo durante anos por um tribunal de Nova Iorque.
Antes de morrer, Jeffrey Epstein terá deixado uma carta de despedida na prisão. Segundo o 'The New York Times', o documento estava mantido sob sigilo por um tribunal de Nova Iorque, mas foi agora divulgado.
A carta foi descoberta por um colega de cela depois que Epstein foi encontrado inconsciente na sua cela na prisão de Manhattan com uma corda de pano à volta do pescoço.
Epstein sobreviveu à primeira tentativa de suicídio, em julho de 2019, mas culpou o seu companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, ao ser questionado por guardas prisionais sobre as marcas no seu pescoço. O pedófilo disse ter sido atacado e assegurou que não tinha tendências suicidas.
Epstein, que na altura aguardava julgamento por uma série de acusações de tráfico sexual, foi então transferido para uma cela individual. Tartaglione disse ter encontrado a carta escondida dentro de um livro de banda desenhada após a sua transferência. O ex-agente da polícia, condenado por tráfico de droga e pelo homicídio de quatro pessoas, entregou o documento aos seus advogados para contestar as acusações de agressão de Epstein.
No manuscrito alegadamente escrito por Epstein, este diz que não foram encontradas provas dos seus crimes:
“Investigaram-me durante meses — Não encontraram nada!!!", começa por escrever, fazendo referência a "acusações com 16 anos". "É um privilégio poder escolher o momento certo para dizer adeus. O que eles querem que eu faça - desate a chorar!!", continua, concluindo com: "SEM DIVERSÃO - NÃO VALE A PENA!!".
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Suposta nota de despedida de Jeffrey Epstein
Segundo documentos consultados pelo 'New York Times', a nota foi posteriormente lacrada por um juiz federal como parte do processo criminal de Tartaglione e foi divulgada na quarta-feira, dia 6 de maio, após o jornal solicitar ao tribunal que a tornasse pública.
Jeffrey Epstein suicidou-se por enforcamento em agosto de 2019, na sua cela, aos 66 anos, um mês depois de ter alegadamente escrito o bilhete (que se referia à primeira tentativa de pôr termo à vida). Uma “corda improvisada” foi encontrada ao lado do corpo, disse o médico legista. Revelações sobre falhas de segurança dentro do agora encerrado Centro Correcional de Manhattan alimentaram rumores de que o pedófilo teria sido assassinado.