Riscos de incêndios rurais: "Nada mudou desde 2017"

| 15 de Setembro de 2026 às 19:24
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Pedro Proença apontou a falta de ordenamento da paisagem florestal, os cadastros incompletos e a dispersão e sobreposição de competências entre múltiplos organismos estatais como os principais entraves à prevenção.

O advogado Pedro Proença e a psicóloga clínica Joana Amaral Dias estiveram no NOW esta terça-feira para analisar o impacto e a gestão dos incêndios em Portugal, bem como as declarações do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Joana Amaral Dias alertou que o conceito de mão humana abrange queimas, queimadas e reacendimentos, e criticou o atraso na Lei Orgânica da Emergência e Proteção Civil, considerando que Luís Neves não possui autoridade política nem credibilidade para liderar as reformas necessárias.

Por sua vez, Pedro Proença denunciou a utilização da chamada "teoria do incêndio conveniente", sustentando que "a mão humana é basicamente um pretexto para fugir àquilo que é o essencial, que é as soluções para evitar estes cenários que se repetem todos os anos". O jurista apontou a falta de ordenamento da paisagem florestal, os cadastros incompletos e a dispersão e sobreposição de competências entre múltiplos organismos estatais como os principais entraves à prevenção.