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Sofia Aparício, em entrevista ao NOW, acrescentou que foi atirada para o chão e arrastada.
Sofia Aparício, uma das ativistas que participou na flotilha humanitária Global Sumud, rumo a Gaza, e detida em Israel, foi a convidada do programa Informação Privilegiada desta quarta-feira. "Roubaram-me tudo, fui atirada para o chão e fiquei horas numa posição muito desconfortável", contou.
Questionada pela jornalista Eduarda Pires sobre como tomou a decisão de embarcar na flotilha humanitária, Sofia Aparício disse que se colocou "nos pratos da balança".
"A minha decisão foi tomada da seguinte maneira: se eu não for, nunca mais vou dormir com a minha consciência tranquila", disse.
Sofia Aparício continuou por defender que não conseguia ficar "deitada no sofá", enquanto acontece um "genocídio à frente dos nossos olhos".
No entanto, a atriz revelou que a experiência foi dura e que temeu pela sua vida.
"Tive [medo]. Todos os barcos têm experiências diferentes, porque, na verdade, é um exército, mas os próprios soldados são diferentes uns dos outros. O meu barco era muito grande, nós fomos intercetados por um número grande de soldados", referiu.
Sofia Aparício acrescentou que foi atirada para o chão e arrastada. Testemunhou atos de violência contra outros ativistas e sofreu da privação de água durante "horas".