NOW
O especialista militar explicou que a estratégia da Ucrânia passa por isolar a Crimeia e cortar as linhas logísticas das forças russas, atingindo petroleiros, ferrovias e refinarias. Segundo o Major-General, «neste momento, a capacidade de refinação russa está reduzida entre 35% a 40%», um resultado que só é possível através de uma ação continuada.
O Major-General Isidro de Morais Pereira analisou esta terça-feira no NOW os recentes ataques ucranianos a infraestruturas russas, destacando a destruição de um depósito de munições na região ocupada de Donetsk e as operações contínuas no Mar de Azov.
O especialista militar explicou que a estratégia da Ucrânia passa por isolar a Crimeia e cortar as linhas logísticas das forças russas, atingindo petroleiros, ferrovias e refinarias. Segundo o Major-General, «neste momento, a capacidade de refinação russa está reduzida entre 35% a 40%», um resultado que só é possível através de uma ação continuada.
Isidro de Morais Pereira abordou ainda a narrativa de Moscovo, que classifica os ataques ucranianos como atos terroristas. O Major-General rejeitou esta perspetiva, afirmando que «a Rússia tem aqui dois pesos e duas medidas».
Explicou que a Ucrânia atinge estritamente alvos militares ou infraestruturas de suporte às operações, em conformidade com o direito internacional. Em contraste, sublinhou que as forças russas atacam frequentemente áreas residenciais e civis. «São crimes hediondos», concluiu, lembrando que a Rússia é signatária das Convenções de Genebra, mas desrespeita as normas humanitárias ao tentar instilar o terror nas populações ucranianas.