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O antigo primeiro-ministro não acredita que Luís Neves esteja "metido num circuito de droga", mas critica as explicações iniciais do ministro e o silêncio posterior sobre o alegado atrelado para Braga. Aconselha a estratégia de "baixar-se e deixar passar a onda".
Pedro Santana Lopes comentou as polémicas que envolvem Luís Neves, ministro da Administração Interna, esta segunda-feira no NOW.
Apesar de afastar categoricamente a hipótese de o ministro estar "metido num circuito de droga", Santana Lopes considerou que os erros cometidos são "indesculpáveis" — sobretudo vindos de alguém com a experiência de Luís Neves.
"Dizer que eram três paredes e sete metros quadrados — ele estava com um nervoso que é indesculpável numa pessoa que tem a experiência que ele tem, uma pessoa que dirigiu o combate contra a corrupção, contra o banditismo", afirmou o antigo primeiro-ministro, referindo-se às primeiras declarações de Luís Neves sobre as obras na sua propriedade em Odemira.
Sobre o alegado atrelado enviado para Braga — nova polémica que envolve o ministro —, Santana Lopes notou que Luís Neves ainda não deu qualquer explicação, remetendo-se ao silêncio.
"Ele tem que explicar. Se foi ele que autorizou, tem que haver uma razão", disse, embora compreendendo a estratégia de esperar que a tempestade passe: "Quando vem a onda, é tapar o nariz, baixar-se e deixar passar a onda, senão o tipo vai com a onda."
Santana Lopes rejeitou ainda a ideia de que tudo se resume a uma campanha orquestrada contra o ministro: "Não é só uma campanha. Ele cometeu erros. Ele próprio disse: se fosse antes, não teria feito assim."