Eleições legislativas
Estas são as conclusões do barómetro da Intercampus para o Negócios e Correio da Manhã.
A polémica em torno da empresa Spinumviva, que obrigou o primeiro-ministro a enfrentar duas moções de censura no parlamento e a apresentar uma moção de confiança, parece ter penalizado o Governo de Luís Montenegro.
A sondagem para o Negócios e Correio da Manhã mostra que se as legislativas fossem hoje, o PS ficaria à frente da aliança com 25% das intenções de voto.
O aumento é de 0,3 pontos percentuais face à sondagem de janeiro. Já a Aliança Democrática cai quase um ponto percentual, conseguindo apenas 23,5% das intenções de voto.
A recolha dos dados usados neste sondagem aconteceu já no período alto da crise política, entre os dias 4 e 10 de março.
Ainda que os socialistas cresçam nas intenções de votos, o certo é que o empate técnico entre os dois maiores partidos não se desfaz. A margem de erro do presente barómetro é de 3,9%.
O Chega, liderado por André Ventura, não consegue aproveitar a fase de maior vulnerabilidade do Governo de Luís Montenegro, mantendo a mesma percentagem de votos do último barómetro: 15,2%.
Pelo contrário, a Iniciativa Liberal de Rui Rocha consegue crescer este mês, avançando nas intenções de voto de 6,1% para 7%.
À esquerda, o partido de Mariana Mortágua cai 0,4 pontos nas intenções de voto face ao último barómetro. Já a CDU e o PAN conseguem segurar os 3%.
Quanto ao Livre de Rui Tavares - que tem vindo a ser apontado como possível parceiro de coligação do PS - reforça a votação face ao final de janeiro, com um aumento de 3,4% para 3,9%.
Os indecisos nesta sondagem aumentam ligeiramente de 12,3% para 12,7%.
Num cenário de possíveis coligações, e assumindo que a AD exclui o Chega, a esquerda consegue quase 40% das intenções de voto, ficando à frente de uma aliança entre PSD, IL e CDS (30,5%). Com o apoio do Chega, a direita consegue mais de 45% das intenções de voto.