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Pedro Santana Lopes marcou presença esta segunda-feira no NOW e analisou as notícias que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e a pressão política para a demissão do ministro.
O antigo primeiro-ministro distinguiu este caso do que envolve o ministro da Educação e afirmou que continuam a faltar explicações, sobretudo sobre o atrelado apreendido numa operação da Polícia Judiciária e posteriormente enviado para Barcelos.
Embora rejeite a ideia de que Luís Neves esteja ligado a um circuito de droga, Santana Lopes reconheceu que as alegações são graves e defendeu que o ministro deve esclarecer a autorização: «Tem que explicar. Se foi ele que autorizou, tem que haver uma razão».
Santana Lopes considerou também que a divulgação, em poucos dias, de notícias sobre o Monte, o tanque, a piscina e o atrelado pode corresponder a uma campanha dirigida ao governante, sem atribuir responsabilidades a qualquer partido ou organização.
Ainda assim, apontou erros cometidos pelo ministro, incluindo declarações que classificou como indesculpáveis, e admitiu que o silêncio aumenta o ruído e a suspeição.
Defendeu a posição do primeiro-ministro no debate do Estado da Nação, mas concluiu que, se Luís Neves não apresentar uma explicação, poderá deixar de ter condições para permanecer no cargo.