"Se o Irão já estava a desenvolver um programa que lhe permitia ter armas nucleares agora está ainda mais motivado", diz Luís Tomé

Rita Carmona Direito | 30 de Junho de 2025 às 23:49
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Guerra e Paz

"Aqueles que no regime queriam travar isso, hoje têm menos voz", destacou o Professor Catedrático de Relações Internacionais.

Luís Tomé, Professor Catedrático de Relações Internacionais, foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira, que conta com o especialista Germano Almeida. "Existe o risco de haver uma nova guerra dos 12 dias?" foi a questão de partida desta edição.

Luís Tomé diz que o Irão foi atacado por duas potências nucleares, fazendo com que, se o país já era suspeito e manifestamente estava a desenvolver um programa que lhe permitia ter armas nucleares, agora por razões de segurança, está ainda mais motivado. 

"Aqueles que no regime queriam travar isso, hoje têm menos voz", destacou. 

O Professor Catedrático de Relações Internacionais acrescentou ainda que neste momento o regime iraniano está a olhar para a Coreia do Norte e para a Ucrânia "e percebe que, no contexto regional, com o Irão mais enfraquecido e com um regime a ter de lutar pela sua sobrevivência, talvez esta seja a fuga em frente: definitivamente avançar com o programa nuclear, clandestinamente, e de caminho sair do Tratado de Não Proliferação Nuclear".