Na segunda-feira, o presidente da Ucrânia acusou a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz" após este ataque a um centro de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha.
O chefe de Estado português, António José Seguro, condenou esta terça-feira o ataque russo contra uma instalação humanitária na Ucrânia, que segundo as autoridades ucranianas provocou 29 mortos, pelo qual apresentou condolências ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado afirma ter recebido com "profunda consternação" a notícia do ataque russo contra "uma escola que funcionava como instalação humanitária" em Komyshuvakha, na região de Zaporijia, que fez "mais de duas dezenas de vítimas mortais, pessoas que aí se encontravam a receber ajuda humanitária".
António José Seguro "condena firmemente este ataque, que é especialmente censurável pelo facto de se ter dirigido a uma escola que servia de instalação humanitária, infraestrutura protegida pelo direito internacional humanitário, e reafirma o compromisso de Portugal com a Declaração sobre Escolas Seguras e as Diretrizes para a proteção de escolas e universidades contra a utilização militar durante conflitos armados".
"Em nome pessoal e no do povo português, o Presidente da República dirigiu uma mensagem de condolências ao seu homólogo ucraniano e, por seu intermédio, ao povo ucraniano e às famílias das vítimas de mais este ataque", lê-se na nota.
Nesta mensagem, refere-se que este ataque se soma "à recente intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana" e "vai em sentido contrário às expectativas geradas nos últimos dias em torno da retoma das conversações de paz".
"Portugal manifesta a sua sincera expectativa de que destas possa resultar uma solução que ponha rapidamente termo a esta guerra, garanta uma paz justa, abrangente e duradoura, em linha com o direito internacional, e assegure o respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia", acrescenta-se.
Na segunda-feira, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz" após este ataque a um centro de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha.
"Todas as segundas-feiras era aí distribuída ajuda humanitária. Os russos lançaram o primeiro ataque precisamente no momento em que as pessoas chegavam, recorrendo a várias bombas aéreas", descreveu Zelensky, acrescentando que depois houve um segundo ataque dirigido ao abrigo onde as pessoas se tinham refugiado.
Os ataques prosseguiram durante a madrugada em várias regiões da Ucrânia, atingindo nomeadamente um hospital em Kherson, no sul do país, onde 46 pessoas ficaram feridas e 200 pacientes tiveram de ser retirados. Infraestruturas energéticas foram igualmente atingidas em várias regiões.