Porto
O arguido vai ter ainda de pagar cinco mil euros de indemnização à vítima.
Crimes graves de violência doméstica e uma tentativa de homicídio que não foi um ato irrefletido. É o que considera o coletivo de juízes do Tribunal de S. João Novo, que condenou a seis anos e meio de prisão o homem que deu uma facada à ex-companheira na casa onde ambos moraram, no Porto.
Este crime remonta a 13 de julho do ano passado. Ao início da manhã, depois de uma discussão, o arguido foi à cozinha buscar uma faca e, na casa de banho, golpeou a ex-companheira na barriga.
Dizia que se ela não era dele, não seria de mais ninguém. Depois da facada, levou a mulher à urgência.
Em tribunal mostrou-se arrependido e com remorsos por aquele crime. Disse que só a queria intimidar e não tirar-lhe a vida. Mas para trás ficaram sete anos de insultos, perseguição e agressões, durante a relação, da qual nasceu um filho.
A Justiça dá como provados os crimes de homicídio qualificado na forma tentada e também de violência doméstica. Luísa Macanjo, advogada de defesa do arguido, garante que vai recorrer da decisão judicial. O arguido, que estava em prisão preventiva, mantém-se atrás das grades.