Prostituição em Vila do Conde
Os suspeitos encontram-se em liberdade.
Cocktail, espumante e champanhe: estes eram alguns dos códigos usados pelos suspeitos. Era assim que registavam os atos sexuais, simulando que os clientes tinham consumido bebidas no bar de alterne. Tudo acontecia num espaço localizado em Rio Mau, no concelho de Vila Conde. A partir de 2015 e até meados de 2019 foi aí que os suspeitos montaram um esquema para lucrarem com a prática de prostituição.
Os crimes foram engendrados por um comerciante e um cozinheiro.
Ao longo do tempo, contrataram 75 mulheres entre os 19 e os 55 anos. Por cada ato sexual eram cobrados entre 30 a 100 euros. Só pelas mãos do comerciante, de 51 anos — tido como o cabecilha do esquema — passaram quase 600 mil euros, que serão fruto do crime.
Na acusação é já pedido que este valor seja declarado perdido a favor do Estado. No total, foram acusados quatro homens, duas mulheres e uma empresa, que serão julgados em outubro no Tribunal de Matosinhos. Estão em causa crimes de lenocínio agravado, auxílio à imigração ilegal, angariação de mão de obra ilegal e branqueamento de capitais.
A acusação explica que os arguidos escolhiam mulheres sobretudo da América do Sul, sendo que muitas delas vinham ilegalmente para Portugal. Os atos sexuais eram praticados em 12 espaços privados, que não tinham condições.
Durante as buscas realizadas no clube noturno, foram apreendidos 425 preservativos masculinos, 187 embalagens de gel lubrificante, dois vibradores e outros objetos. Todo o material foi apreendido e o procurador pede já na acusação que seja declarado como perdido a favor do Estado.
Os suspeitos encontram-se em liberdade.