Setor tecnológico
O início de semana foi turbulento para os mercados bolsistas.
Os alarmes soaram neste arranque de semana, nas bolsas de todo o mundo. A juntar-se à pressão sobre as obrigações soberanas, cujos juros têm subido fortemente, e à escalada dos preços do petróleo, agora há um novo motivo para preocupação, que no fim de semana esteve em grande destaque: os perigos da inteligência artificial, com o seu poder destrutivo a ser colocado em questão – e a ter de ser travado, segundo defendem os líderes de grandes tecnológicas.
Resultado: os mercados acionistas negociaram no vermelho, pressionados sobretudo pelas “big tech”, nomeadamente pelo segmento dos semicondutores – que reagiram de forma negativa ao apelo para abrandar o ritmo do desenvolvimento da IA.
Mas há quem desvalorize os receios em torno da inteligência artificial, como o presidente norte-americano, Donald Trump, que diz que quaisquer esforços para limitar esta tecnologia fazem parte de uma “conspiração doentia”.
Também a China rejeitou os apelos dos executivos norte-americanos do setor da IA para que as empresas abrandem o desenvolvimento desta tecnologia de ponta, falando em alarmismo.
O crescimento destas empresas tem sido evidente – tanto nas suas contas como em bolsa. Mas há uma questão que se impõe: perante tanto investimento neste setor – por parte das próprias empresas e dos mercados –, mesmo que não haja uma bolha, poderá uma derrocada em bolsa mergulhar o mundo numa crise financeira semelhante à de 2008? Só o tempo o dirá.