A moda continuou a desfilar como a categoria que mais vende dentro dos centros comerciais, mas perdeu quota para os supermercados. "Ticket" médio das compras nos "shoppings" subiu para 36,4 euros.
Depois de, em 2022, ter batido o recorde do ano pré-pandemia, a faturação das lojas dos centros comerciais não parou de aumentar. Em 2025 as vendas nos "shoppings" subiram 10% (contra 7% em 2024) tornando-o no melhor ano de sempre.
É o que revela um estudo da REDUNIQ Insight desenvolvido para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), assente apenas nas vendas com meios de pagamento eletrónico.
À luz dos dados, que não dispõem de valores absolutos, facultados pela APCC ao Negócios, o total de transações também aumentou, subindo 11%, ou seja, acima do crescimento de 7% em 2024.
A tendência estendeu-se ao valor médio por compra, com o "ticket" médio a passar de 33,80 euros em 2024 para 36,4 euros em 2025.
Já o consumo estrangeiro equivaleu a 12% da faturação, tal como em 2024, o que, na leitura da APCC, "comprova a atratividade deste setor junto dos turistas".
Olhando para as categorias de negócio, a moda manteve-se na liderança, entregando 34% da faturação das lojas dos centros comerciais (contra 36% em 2024), mas viu os supermercados a "comerem-lhe" quota.
O setor dos supermercados - o segundo maior contribuinte - foi, aliás, o que mais cresceu, passando de uma quota de 23% em 2024 para 26% em 2025.
Em terceiro lugar surge a restauração que "segurou" um peso de 11%.
Os fins de semana representaram 36% das vendas, com o domingo a impor-se como o segundo melhor dia da semana, representando 17% do total da faturação, atrás do sábado (19%), indica a APCC, assinalando que o período pós-laboral (a partir das 18h) também manteve "um peso expressivo" (38% das compras).
"Os resultados alcançados evidenciam, mais uma vez, a relevância do ecossistema dos centros comerciais no dia-a-dia das pessoas e o importante contributo do setor para a economia nacional e para a criação de emprego", diz a diretora executiva da APCC, Carla Pinto, citada em comunicado.
A APCC agrega 104 conjuntos comerciais, que integram mais de 8.500 lojas, os quais recebem mais de 650 milhões de visitas por ano.
Segundo um estudo do impacto socioeconómico, feito pela Nova SBE, encomendado pela APCC, em 2024 os "shoppings" originaram mais de 14 mil milhões de euros da riqueza do país, contribuindo para 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em 2024, os centros comerciais venderam 12,5 mil milhões de euros (+7% face a 2023) e asseguravam mais de 350 mil postos de trabalho, dos quais 226 mil diretos e mais de 126 mil indiretos e induzidos, o equivalente a mais de 6,5% do emprego nacional", de acordo com a mesma análise.