Sindicatos da função pública convocam trabalhadores a segunda paralisação no dia 12 de dezembro
Esta greve geral ameaça condicionar a resposta dos serviços públicos, bem como escolas e unidades de saúde. De norte a sul do país, há estabelecimentos de ensino que alertam para o fecho dos portões tanto na quinta, como na sexta-feira.
Esta quinta-feira, é a primeira vez em 12 anos que a UGT e a CGTP se juntam para uma greve geral. Os sindicatos da função pública convocaram ainda protestos para o dia seguinte. Assim, os funcionários do estado podem fazer 'ponte' com o fim de semana e ficar quatro dias seguidos em casa.
Esta greve geral ameaça condicionar a resposta dos serviços públicos, bem como escolas e unidades de saúde. De norte a sul do país, há estabelecimentos de ensino que alertam para o fecho dos portões tanto na quinta, como na sexta-feira. A recomendação é para que os pais não deixarem os filhos na escola, sem verificar que está aberta.
Na Saúde estão assegurados os serviços mínimos. Nesta área, são os enfermeiros que param, pelo menos durante dois dias.
Segundo a decisão do Tribunal Arbitral, em Lisboa vão ser assegurados os serviços mínimos para os Comboios de Portugal, Fertagus, Carris e Transtejo. Já o Metropolitano de Lisboa vai recorrer da decisão, uma vez que não foram decretados serviços mínimos durante a greve geral desta quinta-feira.
"O custo direto decorre de perda de produção, perda de consumo e de todas as disrupções nas cadeias de abastecimento e de escoamento. Haverá muita gente que pode não ir trabalhar, não porque vai aderir à greve, mas por causa das disrupções nos transportes públicos". disse Carlos Brito, presidente da Ordem dos Economistas Norte.
A paralisação de dia 11 de dezembro poderá custar mais de 792 milhões de euros à economia portuguesa. Este cálculo assume um cenário de adesão em que metade dos trabalhadores, tanto do setor público como do privado, adere à greve geral.