Myanmar
As equipas de resgate continuam a trabalhar no terreno para salvar vítimas que possam estar soterradas sob os escombros.
A comunidade internacional mobiliza-se para prestar auxílio após o forte sismo de magnitude 7,7 que abalou Myanmar e a Tailândia. O balanço provisório aponta para mais de mil mortos e cerca de 2300 feridos. As equipas de resgate continuam a trabalhar no terreno para salvar vítimas que possam estar soterradas sob os escombros.
Em Myanmar, o país mais afetado pelo terramoto, a situação é alarmante. A maior parte das fatalidades ocorreu na capital, onde o impacto foi particularmente severo. Em Mandalay, estima-se que cerca de 90 pessoas estejam presas nos escombros de um complexo de apartamentos. Infraestruturas como edifícios, estradas e pontes colapsaram, dificultando ainda mais os esforços de resgate. Serviços essenciais, como eletricidade, telecomunicações e internet, continuam inoperacionais na maior parte da capital.
A resposta internacional ao desastre já começou a chegar. Países vizinhos como a China, a Índia e a Coreia do Sul foram os primeiros a prestar auxílio, enviando equipas de resgate e apoio logístico. Pequim anunciou a disponibilização de cerca de 10 milhões de euros em ajuda humanitária, além do envio de 82 socorristas. A Rússia enviou uma equipa especializada com cães de busca, anestesistas e psicólogos.
A União Europeia também ativou o seu mecanismo de resposta a emergências, destinando 2,5 milhões de euros para apoiar Myanmar e disponibilizando imagens de satélite para auxiliar as operações de salvamento. Organizações humanitárias, como os Médicos Sem Fronteiras, e os Estados Unidos manifestaram igualmente a intenção de prestar assistência no que for necessário.
Na Tailândia, o sismo fez-se sentir fortemente na zona de Banguecoque, a cerca de 1330 quilómetros do epicentro. Em Bangkok, equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros de um edifício em construção que desabou, onde se acredita que pelo menos 50 pessoas possam ainda estar vivas.
A devastação causada pelo sismo ocorre num momento crítico para Myanmar, que já enfrentava uma grave crise humanitária na sequência do golpe militar de 2021. Este terramoto é considerado o mais violento dos últimos 75 anos, especialmente devido ao facto de o seu epicentro se ter situado a apenas dez quilómetros de profundidade.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que o número de mortos possa ultrapassar os dez mil, à medida que as operações de resgate avançam e mais vítimas são encontradas entre os escombros.