Em funcionamento há pouco mais de três anos, as gravações são usadas para identificar e localizar comportamentos ilegais.
A primeira fase do sistema de videovigilância do Porto já permitiu captar cerca de quatro mil imagens para o apoio a investigações criminais, de acordo com o relato feito pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, numa conferência de imprensa dedicada à segurança da cidade.
Esta rede de câmaras começou com 79 dispositivos de captura de imagem, já tendo aumentado para quase 200, e com um reforço previsto de mais 44. O investimento nesta rede custou à autarquia cerca de 5,6 milhões de euros.
“Temos um plano de videovigilância muito ambicioso. Somos o concelho do país que mais investiu e mais apostou nesta área”, afirmou Pedro Duarte durante a conferência de imprensa.
O autarca sublinha que é "inaceitável haver o comércio e consumo de estupefacientes na via pública, independentemente da legislação e de todos compreendermos que a toxicodependência é um problema".
A situação de insegurança associada à noite na Baixa do Porto esteve também em destaque na conferência de imprensa. O presidente da Câmara afirma não ter dúvidas de que os principais “focos de insegurança” existentes na cidade estão “praticamente todos associados ao problema da droga”.
Por seu lado, Liliana Marinho, comandante da Polícia Municipal sublinha que o Programa Especial de Intervenção e Segurança, a entrar em vigor já em setembro, é mais abrangente "do que a mera visibilidade e tem como foco lidar com os comportamentos aditivos e tentar retirar as pessoas dessa situação".
Liliana Marinho garante que está a ser trabalhado o "intensificar do policiamento", também com o horário prolongado "porque muitas das ocorrências que temos de verificado acontecem, sobretudo, por volta das 5/6 da manhã".