Situação que envolve Luís Neves 'foi o enterro final da ética republicana'

Rita Carmona Direito | 23 de Julho de 2026 às 11:06
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Para Pedro Proença, Luís Neves perdeu as condições institucionais e funcionais para continuar no cargo.

O advogado Pedro Proença e o antigo elemento da Polícia Judiciária André Inácio estiveram no NOW para analisar a possível criação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o caso que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Pedro Proença defendeu que a manutenção de Luís Neves no cargo serve como um 'salvo-conduto' para o Governo do PSD, afirmando que o ministro funciona como uma 'espécie de guarda-costas', garantindo que o Partido Socialista não avança com iniciativas para desestabilizar o executivo.

O advogado destacou ainda a decisão do Ministério Público de assumir o controlo direto da investigação, afastando a Polícia Judiciária por uma questão de isenção, bem como a PSP e a GNR, por serem tuteladas pelo próprio ministro.

Para Pedro Proença, Luís Neves perdeu as condições institucionais e funcionais para continuar no cargo, sublinhando que 'esta situação que o envolve foi, na minha ótica, o enterro final da ética republicana'.

Por outro lado, André Inácio criticou a comissão parlamentar de inquérito, classificando-a como 'chicana política' sem consequências práticas.

Defendeu que Luís Neves é um operacional e não um político, argumentando que o seu afastamento imediato, com base em fugas de informação provenientes do interior da própria Polícia Judiciária, representaria uma vitória para grupos de interesses e um ataque ao Estado de direito.