Só quatro em cada dez trabalhadores veem salário subir ao mudar de emprego

| 23 de Janeiro de 2026 às 17:53
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Só quatro em cada dez trabalhadores veem salário subir ao mudar de emprego

Num mercado marcado pela contratação a muito curto prazo, a ideia de prémios remuneratórios nas transições cai por terra. No entanto, o avanço de poucos ainda faz mover as médias salariais.

As mudanças de emprego são um dos elementos que contribuem para fazer avançar a média salarial do país. No entanto, para mais de metade dos trabalhadores, a transição não traz qualquer melhoria no rendimento. 

O cenário de mudança de emprego é, afinal, muito mais marcado pelas transições entre contratos de curta ou muito curta duração e nos setores de atividade menos qualificados. 

As conclusões são de um novo estudo do Banco de Portugal, que indica, apesar de tudo, que ainda existe em média um prémio salarial na mudança de emprego. Em 2024, terá sido de 3,2% — mas esta é apenas uma média. Na realidade há mais pessoas que mudam de emprego, mas acabam a ganhar o mesmo. 

A escassez de mão de obra em alguns setores não se está a refletir na oferta de salários mais elevados. Em 2024, mais de 40% daqueles que trocaram de emprego ficaram a receber o mesmo — a maior percentagem desde que há dados. 

Há ainda a realidade daqueles que, ao mudarem, ficam a ganhar menos, e que está longe de ser residual. Foram quase 20%, um número que apesar de tudo está a cair. 

A garantir a média positiva estão os cerca de 40% que viram o salário aumentar ao transitarem de emprego. Estes são sobretudo aqueles que mudam de trabalho nos setores mais qualificados.