José Sócrates
O ex-primeiro-ministro criticou ainda o Procurador-Geral da República: "O PGR não tem o direito de dizer o que disse, por isso, apresentei um pedido de recusa".
José Sócrates voltou a tecer duras críticas aos procuradores do processo Marquês, esta quinta-feira. Acrescentou, em declarações aos jornalistas no dia em que arranca o julgamento do antigo primeiro-ministro por crimes de corrupção, que houve um "lapso de escrita, fundamentado na ideia de que os procuradores se enganaram". Disse mesmo que esse lapso foi um "estratagema" para voltar a ir a tribunal.
"Há quatro anos, saí deste tribunal ilibado de todas as acusações do Ministério Público. Forçaram-me a vir de novo para responder exatamente às mesmas acusações de há quatro anos. Há quatro anos, a decisão instrutória não valeu porque houve um lapso de escrita fundamentado no seguinte: todos os procuradores enganaram-se", reiterou.
Segundo Sócrates, os procuradores do processo "enganaram-se logo naquela parte da acusação que diz respeito à qualificação das novas condutas".
"O sistema judicial não deixa que eu recorra deste lapso de escrita", frisou José Sócrates.
O ex-primeiro-ministro criticou ainda o Procurador-Geral da República: "O PGR não tem o direito de dizer o que disse, por isso, apresentei um pedido de recusa do PGR para intervir neste processo".