Subiu para 14 o número de detidos em Torre Pacheco na sequência de distúrbios desencadeados por uma mobilização contra imigrantes

| 16 de Julho de 2025 às 22:35
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Torre Pacheco

É já o quarto dia consecutivo de distúrbios na localidade situada na região espanhola de Múrcia.

Continua a ferro e fogo a localidade espanhola de Torre Pacheco. Mais três pessoas foram detidas na madrugada de terça-feira e esta foi a noite com menos incidentes na localidade da região de Múrcia, desde sábado, quando se registaram os primeiros distúrbios.

As forças de segurança espanholas mantêm um dispositivo de mais de 100 elementos na localidade.

Os três detidos mais recentes estão acusados de lançar objetos a polícias.

Segundo o coronel chefe da Guarda Civil de Múrcia, mais de 120 pessoas foram identificadas pelas autoridades, a maioria delas não residentes na região, que se dirigiam à localidade em grupos organizados.

Os distúrbios e os confrontos entre grupos alegadamente de extrema-direita e residentes em Torre Pacheco começaram na noite sábado e têm sido consecutivos.

Surgiram após um homem de 68 anos da localidade ter sido agredido por jovens sem razão aparente, segundo contou a própria vítima, na quinta-feira passada, a meios de comunicação social.

Segundo as autoridades, três dos 14 detidos nos últimos dias estão relacionados com esta agressão e os restantes são suspeitas de crimes de ódio, agressões e desordem pública.

O ministro da Administração Interna de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, disse na segunda-feira que por trás dos distúrbios estão "grupos organizados" que se têm deslocado de outros pontos para Torre Pacheco e culpou o partido de extrema-direita Vox.

O Partido Popular de Direita espanhola, que está à frente do município e do governo regional e lidera a oposição em Espanha, voltou a apelar à serenidade e ao reforço dos dispositivos policiais.