Suspeito de matar a ex-companheira no Porto já a tinha agredido a soco e pontapé duas semanas antes do crime

| 25 de Julho de 2026 às 15:53
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Porto

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No dia seis de novembro, matou-a com oito facadas. Está acusado de homicídio qualificado, violência doméstica, roubo e detenção de arma proibida.

Veloso do Rosário, de 40 anos, não se conformou com o fim da relação e acreditava que Jusett, de 37, tinha um novo companheiro. Tentou que a mulher voltasse para ele, mas sem sucesso.

Engrendrou então um plano para matá-la e suicidar-se de seguida. Tudo aconteceu na manhã de seis de novembro do ano passado, na Praça da Corujeira, no Porto.

Segundo a acusação a que o NOW teve acesso, os episódios de violência eram constantes e duas semanas antes de a matar foi à casa onde a vítima morava com a irmã e a filha mais nova de ambos e agrediu-a a soco e pontapé.

Roubou-lhe ainda o telemóvel e acedeu às redes sociais da vítima. Os dois estavam separados há cerca de dois meses e tinham duas filhas em comum – uma de três anos e outra de nove – a mais velha vivia em São Tomé e Principe, com familiares.

Jusett veio viver para Portugal, em março de 2025, com a filha mais nova e foi viver com uma irmã, no Porto. Foi depois viver com o companheiro, mas cerca de três meses depois, os ciúmes do pescador levaram que terminasse a relação e regressasse ao Porto.

Veloso nunca aceitou a decisão. No dia do crime, chegou à Praça da Corujeira, cerca das 7h30, e sentou-se num banco e esperou por Jusett que chegou às 8 horas.  Cerca de cinco minutos depois, homem retirou da mochila que transportava uma faca de cozinha e deu-lhe oito facadas, sete delas no tronco.

A mulher ficou a definhar no chão, ainda foi levada para o Hospital de S. João com vida, mas não resistiu. Morreu uma hora depois.

Já o arguido, após cometer o crime, retirou uma garrafa de lixívia da mochila e bebeu, mesmo ao lado de Jusett.

 Ao perceber que estavam várias pessoas no local, colocou-se em fuga. Acabou por saltar de um viaduto com cerca de quatro a cinco metros em Areias, Gondomar. Foi transportado em estado grave para o Hospital de S. João, no Porto, com múltiplos traumatismos.

Em primeiro interrogatório judicial, ficou em silêncio. Segundo a acusação do Ministério Público, agiu de forma deliberada, livre e consciente do que estava a fazer.

Está agora, em prisão preventiva, no Hospital prisão S. João de Deus.