Porto
No dia seis de novembro, matou-a com oito facadas. Está acusado de homicídio qualificado, violência doméstica, roubo e detenção de arma proibida.
Veloso do Rosário, de 40 anos, não se conformou com o fim da relação e acreditava que Jusett, de 37, tinha um novo companheiro. Tentou que a mulher voltasse para ele, mas sem sucesso.
Engrendrou então um plano para matá-la e suicidar-se de seguida. Tudo aconteceu na manhã de seis de novembro do ano passado, na Praça da Corujeira, no Porto.
Segundo a acusação a que o NOW teve acesso, os episódios de violência eram constantes e duas semanas antes de a matar foi à casa onde a vítima morava com a irmã e a filha mais nova de ambos e agrediu-a a soco e pontapé.
Roubou-lhe ainda o telemóvel e acedeu às redes sociais da vítima. Os dois estavam separados há cerca de dois meses e tinham duas filhas em comum – uma de três anos e outra de nove – a mais velha vivia em São Tomé e Principe, com familiares.
Jusett veio viver para Portugal, em março de 2025, com a filha mais nova e foi viver com uma irmã, no Porto. Foi depois viver com o companheiro, mas cerca de três meses depois, os ciúmes do pescador levaram que terminasse a relação e regressasse ao Porto.
Veloso nunca aceitou a decisão. No dia do crime, chegou à Praça da Corujeira, cerca das 7h30, e sentou-se num banco e esperou por Jusett que chegou às 8 horas. Cerca de cinco minutos depois, homem retirou da mochila que transportava uma faca de cozinha e deu-lhe oito facadas, sete delas no tronco.
A mulher ficou a definhar no chão, ainda foi levada para o Hospital de S. João com vida, mas não resistiu. Morreu uma hora depois.
Já o arguido, após cometer o crime, retirou uma garrafa de lixívia da mochila e bebeu, mesmo ao lado de Jusett.
Ao perceber que estavam várias pessoas no local, colocou-se em fuga. Acabou por saltar de um viaduto com cerca de quatro a cinco metros em Areias, Gondomar. Foi transportado em estado grave para o Hospital de S. João, no Porto, com múltiplos traumatismos.
Em primeiro interrogatório judicial, ficou em silêncio. Segundo a acusação do Ministério Público, agiu de forma deliberada, livre e consciente do que estava a fazer.
Está agora, em prisão preventiva, no Hospital prisão S. João de Deus.