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TAP vê oportunidade de crescimento na expansão transatlântica depois de uma queda nos lucros em 2025

Jornal de Negócios | 10 de Abril de 2026 às 22:54
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Para se proteger das flutuações dos preços do jet fuel, a companhia aérea utiliza uma estratégia de proteção dos custos do combustível que irá gastar ao longo do ano.

A TAP vê o seu futuro passar por outras fronteiras. A transportadora portuguesa assume perspetivas positivas para 2026, ainda que os Estados Unidos tenham perdido algum fôlego no arranque deste ano, derivado da guerra no Médio Oriente e das políticas migratórias de Donald Trump.

Mesmo com este entrave, a empresa está preparada para apostar no longo curso, em linha com os planos estratégicos que os grupos candidatos na privatização fazem para si.

A companhia adianta ter uma estratégia assente “num crescimento disciplinado e sustentável, suportado pela expansão e modernização da frota, reforçando a eficiência operacional e sustentabilidade”.

O Jornal de Negócios sabe que a TAP assistiu a uma recuperação no mercado brasileiro ao longo do ano passado, em contraste com o desempenho sentido na América do Norte.

A distribuição das receitas confirmam a preferência para os voos de longo-curso. No ano passado, a Europa teve um peso de 40% nas receitas e a América, tanto do Norte quanto do Sul, teve um peso de 60%.

A estratégia é confirmada pelo próprio CEO da TAP. Num comunicado, Luís Rodrigues anuncia duas novas rotas no Brasil, a expansão as operações a partir do Porto, com lançamento de várias novas rotas e um investimento num novo 'hub' de manutenção, num investimento de 20 milhões de euros.

À semelhança do que acontece com a generalidade das companhias aéreas, a TAP é sensível às flutuações nos preços dos combustíveis. Por essa razão, tem implementado estratégias de "hedging", sendo que este ano decidiu reforçar esse “seguro”.

Com o conflito no Médio Oriente a fazer disparar as cotações, tem 40% do combustível que irá utilizar com um teto de preço.

Na estratégia da empresa liderada por Luís Rodrigues está também a revisão em alta dos preços das viagens, isto assumindo que a procura por voos se manterá.