Taxa sobre lucros extraordinários vai mesmo avançar, apesar das críticas das empresas de energia
O Governo promete melhorar a medida que já tinha sido utilizada em 2022, no rescaldo da invasão da Ucrânia.
Portugal vai mesmo avançar com uma taxa extraordinária sobre os lucros inesperados das empresas do setor energético, em resultado do impacto do conflito no Médio Oriente.
O imposto adicional já tinha sido utilizado no rescaldo da invasão da Ucrânia por parte da Rússia em 2022, que levou os preços da energia a dispararem.
Bruxelas já tinha dado luz verde a cada estado para avançar com uma taxa sobre lucros extraordinários e agora o Ministério das Finanças dá o passo em frente.
O foco de Sarmento está no setor da energia, que tem uma maior sensibilidade ao comportamento dos mercados globais. A guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz e fez com que o barril de petróleo de referência para a Europa disparasse e chegasse aos 126 dólares.
O aumento dos preços da energia fez-se desde logo refletir nos resultados trimestrais das empresas. A Galp viu os lucros aumentarem 41% para 272 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, com a margem de refinação a acelerar mais de 160%.
São estes ganhos extraordinários que o Ministério das Finanças tem na mira — uma decisão que, mesmo antes de avançar, já gerava críticas.
Ao Negócios, a CEO da Galp foi crítica de discussões sobre impostos e penalizações a uma indústria que diz tem de assegurar segurança e resiliência.
Já para o presidente executivo da EDP, o problema está no timing errado da medida. Miguel Stilwell defende que este tipo de decisões até pode aliviar a fatura dos consumidores no imediato, mas penaliza a transição energética.
Em entrevista ao Negócios e à “Antena 1”, também Pedro Amaral Jorge, presidente do Operador do Mercado Ibérico de Eletricidade, foi crítico da medida.
Mesmo com as críticas das empresas de energia, o imposto extraordinário vai avançar. Miranda sarmento promete calibrar e melhorar a taxa face à imposta em 2022.