Tecnologia usada na investigação do caso da grávida da Murtosa determinou que se trata de um homicídio

| 16 de Maio de 2025 às 10:48
A carregar o vídeo ...

Grávida de Murtosa

Foram recolhidos e analisados centenas de dados informáticos.


Desenhado quase na perfeição, mas tal como em todos os outros casos, não existem crimes perfeitos e Fernando Valente pensou em tudo, menos na pegada digital e num inspetor da Polícia Judiciária demasiado picuinhas.

Falamos do caso de Mónica Silva, a grávida da Murtosa que desapareceu misteriosamente.

Mónica saiu de casa na noite do dia 3 de outubro de 2023 e nunca mais voltou.

Desde que agarrou no caso, que o inspetor Bruno Sousa percebeu que havia muito para descobrir. Num dos primeiros relatórios já equacionava que se podia tratar de um homicídio.

O principal suspeito é Fernando Valente.

As suspeitas sobre ele começaram a ganhar força logo no início da investigação. Através da tecnologia a PJ começou a juntar ponto por ponto.

Valente terá comprado um segundo cartão para um novo aparelho para contactar Mónica. O problema é que a mulher tinha registado esse novo número com o nome Fernando e um dos filhos da mulher partilhava o armazenamento de dados em nuvem.

Analisando as chamadas telefónicas recebidas por Mónica, a PJ conclui que tinha recebido três chamadas do tal segundo número de Fernando Valente, duas feitas no dia 2 de outubro e uma no próprio dia do desaparecimento.

Sem corpo e sem uma prova direta, foram recolhidos e analisados centenas de dados informáticos.

Durante as buscas chegaram à polícia judiciária inúmeras informações que dão conta que Fernando Valente terá planeado o crime perfeito, mas que foi traído pela pegada digital que foi deixando.

O julgamento arranca em Aveiro já na próxima segunda-feira, dia 19 de maio.

Fernando Valente é quem se vai sentar no banco do tribunal com a difícil missão de convencer o júri de que é inocente, ao contrário do que diz a acusação do MP, que fala de homicídio qualificado, aborto e profanação de cadáver.