“Não estamos a escolher um chefe de Governo onde o programa ideológico interessa”, defende André Coelho Lima
O ex-deputado do PSD explicou que “não vota contra André Ventura”, mas explicou que o voto é decidido “por circunstâncias que são muito claras”.
O ex-deputado do PSD André Coelho Lima revelou, em exclusivo no NOW, que vai votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais. O social-democrata salientou, ainda assim, que o voto “não é contra André Ventura”, que “é um candidato que tem toda a legitimidade em sê-lo”.
André Coelho Lima defendeu que “é preciso ter consciência, sobretudo para quem gosta da divisão entre esquerda e direita, que nós estamos a tratar de uma eleição para Presidente da República”, e não um chefe de Governo.
“Não estamos a escolher um chefe de Governo onde a sua ideologia ou programa ideológico interessa”, explicou.
Por outro lado, destacou que “interessa o perfil do candidato”.
“Entre os dois candidatos, temos um que afirma querer ser o Presidente de todos os portugueses e [outro] que afirma, claramente, [...] querer ser o Presidente que não seja de todos — como ele diz. Temos um candidato que é defensor do regime, designadamente, da dimensão semipresidencial do regime. Temos um outro que confessadamente é a favor da presidencialização do regime”, defendeu.
O ex-deputado lembrou que, o programa do Chega de 2019 é a favor da extinção do Governo e da atribuição de funções executivas ao Presidente da República.
“Temos um candidato que representa a democracia liberal, onde me encontro claramente, e um outro que representa o populismo radical”, acrescentou.
André Coelho Lima realçou que é possível ver, com a presidência dos Estados Unidos, “o perigo que representa para a nossa quietude apostas que signifiquem a rutura de regime”.
“Há um candidato que pretende a rutura do regime — e eu estou confortável com o regime [...] — e um outro que tem uma postura institucional e moderada na qual eu me revejo e estou habituado. Gosto de me rever nos políticos, como os príncipes da sociedade, como sendo exemplos”, explicou.
André Coelho Lima realçou que o regime precisa de “muitas alterações, mudanças e reformas”, mas reforçou que gosta do regime atual.