Tempestade deixa 300 mil clientes da Meo e Nowo sem comunicações

Jornal de Negócios | 28 de Janeiro de 2026 às 11:26
Efeitos da depressão Kristin na Figueira da Foz
Efeitos da depressão Kristin na Figueira da Foz

Os estragos da tempestade Kristin deixaram milhares de pessoas sem rede móvel em distritos como Lisboa, Porto Coimbra e Faro.

A tempestade Kristin deixou 300 mil clientes da Meo e da Nowo sem comunicações, com as falhas a serem reportadas pelas quatro grande operadoras: Nos, Meo, Vodafone e Nowo. A informação foi avançada pela Anacom, com as falhas a serem registadas em Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viseu e ainda Castelo Branco. 

Os , segundo o último balanço feito pelo Governo. Às 10 horas, cerca de 686 mil pessoas não tinham acesso a eletricidade, de acordo com a E-Redes – um problema que se estava a registar sobretudo nos distritos da Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal.  

O pico foi, contudo, registado por volta das 6 horas da manhã, com cerca de um milhão de clientes sem fornecimento de energia. Tanto o Governo como a E-Redes referem que as operações de reposição estão em curso, com a E-Redes a contar com 1200 operacionais mobilizados no terreno. "Estão a ser desenvolvidos todos os esforços para reposição da normalidade nas zonas mais afetadas, designadamente em termos de fornecimento elétrico, vias de comunicação e de meios de transporte, que em algumas situações exigirão intervenções físicas", pode ler-se no comunicado do Executivo. 

O Governo classifica a tempestade Kristin como "um evento climático extremo, que causou danos significativos em partes do território", mas sublinha que as "consequências foram minimizadas pelos avisos atempados da proteção civil e a postura responsável e prudente da população portuguesa".

O mau tempo levou à suspensão da circulação na Linha do Norte, entre o Porto e Lisboa, para comboios de longo curso, do serviço do Metro Mondego, em Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, ao corte do Itinerário Principal 4 (IP4) na serra do Marão e ao condicionamento em troços das autoestradas 4, 24 e 7, na zona de Vila Real. A queda de uma árvore sobre a linha ferroviária da Fertagus, que liga Lisboa e Setúbal pela ponte 25 de Abril, obrigou esta quarta-feira à utilização de "via única, entre Palmela e Pinhal Novo", provocando "circulação com atrasos".