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Tempestades em Portugal «seriam um teste para qualquer governo», diz vice-presidente do PSD

Joana Ramalho | 21 de Fevereiro de 2026 às 00:45
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Guerra e Paz

No NOW, Inês Palma Ramalho refere que há "territórios mais suscetíveis a este tipo de fenómenos" no País. Contudo, "Portugal não estava habituado à violência deste tipo de tempestade".

Inês Palma Ramalho, vice-presidente do PSD, foi a segunda convidada do programa Guerra e Paz desta sexta-feira. A resposta do Governo às tempestades que assolaram o País foi o tema principal em cima da mesa.

Questionada pelo especialista e autor do programa Germano Almeida sobre se considera que esta onda de tempestades foi um "teste" ao Executivo de Luís Montenegro, Inês Palma Ramalho defende que este seria um teste "para qualquer governo".

"Portugal não estava habituado à violência deste tipo de tempestades nem a este tipo de desastres naturais, que infelizmente vão ser cada vez mais recorrentes, como consequência das alterações climáticas. Mas Portugal sempre pareceu estar mais preparado para aquilo que se chama 'os desastres recorrentes', como os incêndios", começou por sublinhar.

Contudo, Inês Palma Ramalho reconhece que parte das consequências das tempestades, como por exemplo as cheias, não são "propriamente uma novidade" para o País.

"Há territórios que pela localização que têm acabam por estar mais suscetíveis a este tipo de fenómenos", acrescenta.

A vice-presidente do PSD referiu ainda que o aviso feito pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), bem como o alerta dado que "permitiu depois ao Governo atuar", apontava para uma "velocidade de ventos bastante inferior àquela que se verificou na realidade".

"[A velocidade dos ventos] acabou por causar muitos mais estragos do que aquilo que se anteciparia. E portanto foi preciso reagir e foi isso que o Governo teve de fazer", sustenta.