Tensões no leste da Europa aumentam e EUA ponderam redirecionar ajuda militar da Ucrânia para o Médio Oriente

Anabela Benedito | 26 de Março de 2026 às 15:12
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Tensões no leste da Europa aumentam e EUA ponderam redirecionar ajuda militar à da Ucrânia para o Médio Oriente

A decisão surge numa altura em que Volodymyr Zelensky volta a recusar a hipótese de ceder à Rússia o território do Donbass.

Enquanto as negociações continuam congeladas, os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 deverão defender sanções mais duras contra Moscovo, reforçando também o compromisso de manter o apoio militar a Kiev. 

Entre críticas e muitas desconfianças, o Presidente ucraniano voltou a rejeitar qualquer cedência territorial no Donbass, uma condição que, segundo Zelensky, está a ser imposta por Washington para que Donald Trump avance com garantias de segurança.  

A região leste do país inclui o chamado cinturão de fortalezas, composto por cidades fortemente defendidas pelos militares ucranianos. Para Zelensky, abandonar agora essas posições significaria fragilizar de forma crítica as defesas do país e aumentar o risco para toda a Europa.   

O chefe de Estado acusou ainda a Casa Branca de estar a ceder à pressão russa e alertou que não quer que “o último dia da guerra seja como o primeiro: sozinhos e sem capacidade de defesa”.  

Entretanto, o Pentágono admitiu estar a ponderar desviar parte da ajuda militar prevista para a Ucrânia, incluindo mísseis intercetores de defesa aérea encomendados pela NATO, para reforçar operações no Médio Oriente.   

Ainda assim, o Departamento de Defesa garantiu que os Estados Unidos vão continuar a assegurar meios suficientes para as suas forças e para os aliados lutarem e vencerem.  

No terreno, os ataques russos continuam a causar vítimas civis. Na região de Dnipro, cinco pessoas ficaram feridas depois de um incêndio destruir um prédio residencial atingido por um bombardeamento aéreo durante a madrugada.  

Do lado russo, uma importante refinaria de petróleo e um terminal de gás na região de Leninegrado foram alvo de ataques com drones. Moscovo afirma ter abatido mais de duas dezenas de aeronaves ucranianas, mas admite que cerca de 40% da capacidade de exportação petrolífera foi afetada. Pelo segundo dia consecutivo, os incidentes obrigaram à suspensão temporária de voos em são Petersburgo.