Tentativa de ’carjacking’ com metralhadoras pode estar ligada a grupo criminoso brasileiro
As autoridades acreditam num possível ajuste de contas relacionado com o tráfico de droga.
Há novos dados sobre o ataque com metralhadoras que aconteceu em plena luz do dia, esta terça-feira, na Charneca da Caparica, em Almada. Esta não terá sido apenas uma tentativa de ‘carjaking’. O cenário que está agora em cima da mesa, é bem mais complexo.
As autoridades acreditam num possível ajuste de contas relacionado com o tráfico de droga e apontam ligações deste ataque ao grupo criminoso Primeiro Comando da Capital, instalado em Portugal.
O nosso país tem, atualmente, a maior concentração de membros desta fação criminosa que, segundo dados de Ministério Público, é originário de São Paulo.
No ano passado, a polícia deteve 24 condenados e procurados pela justiça do Brasil, número que reforça a preocupação das autoridades com a atuação do grupo.
No ataque desta terça-feira, que aconteceu na Charneca da Caparica, em Almada, o condutor perseguido pela dupla armada escapou à morte por milagre. Os suspeitos dispararam as metralhadoras na direção da viatura, um Audi RS3, que ficou com várias marcas dos tiros e com os vidros partidos.
O condutor conseguiu fugir e procurar ajuda na GNR. O caso passou para a alçada da Polícia Judiciária.
No mesmo dia, apenas duas horas depois, foram encontradas duas viaturas carbonizadas perto do Poceirão, em Pegões. Uma delas é o carro que foi utilizado pelos atacantes durante a perseguição na Charneca da Caparica. Dentro do veículo, estava ainda o carregador de uma metralhadora.
Foram feitas perícias no local e recolhidos vários vestígios que possam levar agora os investigadores ao paradeiro dos suspeitos que continuam em fuga