Caso de Mónica Silva
O procurador entende que há indícios de difamação e de seis casos imputados por Fernando Valente a Filomena. O Ministério Público apenas subscreveu dois.
Poderia ter sido colocado um ponto final quanto ao caso de Mónica Silva, contudo, com a absolvição de Fernando Valente, o único julgado pelo alegado homicídio da grávida desaparecida da Murtosa, o mistério continua ainda por desvendar e, com o tempo, vai ganhando novos desenvolvimentos.
Depois de ter estado na mira da justiça por mais de um ano, de ter estado em prisão domiciliária e por ter ficado conhecido como o alegado homicida de Mónica, chegou a altura de Fernando Valente pedir um ajuste de contas e de acusar a família da grávida de difamação.
A tia e a irmã de Mónica Silva foram agora alvo de uma acusação particular promovida pelo empresário da Murtosa. O Ministério Público decidiu acompanhar a acusação particular, mas apenas contra a tia e somente por declarações prestadas e comentários escritos numa rede social num único dia.
Valente baseou grande parte da acusação no facto do julgamento integrar jurados, uma vez que estes podiam deixar-se influenciar plas publicações da família.
Imputa seis crimes de difamação agravada à tia de Mónica, Filomena Silva, a quem pede uma indemnização de cinco mil euros, e um a Sara Silva, a irmã gémea, que terá ainda de pagar mil euros ao empresário da Murtosa. Justifica os pedidos com base nas entrevistas que concederam aos jornalistas e publicações nas redes sociais.
Recorde-se que tanto Filomena Silva como Sara Silva sempre expressaram a sua opinião de forma pública e com uma linguagem contundente, onde atribuem a autoria do homicídio de Mónica a Fernando Valente, assim como, a paternidade do feto de sete meses que a grávida carregava.
O procurador entende que há indícios de difamação e de seis casos imputados por Fernando Valente a Filomena. O Ministério Público apenas subscreveu dois.
Sobre Sara, entende que não há difanmação e não subscreve a acusação particular.