Tiroteio do Palácio do Gelo foi há uma semana e o atirador José Carlos continua à solta

| 03 de Janeiro de 2025 às 20:07
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Palácio do Gelo

O homem de 27 anos fugiu depois de balear três pessoas durante uma altercação entre famílias rivais que começou no interior do cento comercial. Do tiroteio resultou uma vítima mortal: Elsa Alexandra, de 44 anos, conhecida como Mimi.


Foi há uma semana, a 27 de dezembro. Passavam poucos minutos das seis da tarde quando o tiroteio aconteceu. A essa hora circulavam centenas de pessoas pelos vários pisos do Palácio do Gelo.

Duas famílias rivais desentenderam-se dentro do centro comercial e a discussão depressa escalou para uma troca de agressões físicas.

Foi então que José Carlos, de 27 anos, decide buscar uma arma ao carro e junto à entrada principal do shopping dispara sobre três pessoas. Duas mulheres, de 23 e 44 anos e um homem de 46.

Elsa Alexandra, conhecida como Mimi, é atingida no abdómen e os ferimentos são considerados muito graves. A outra mulher é baleada numa perna e o homem numa mão.

Todos são transportados ao hospital de Viseu. Mimi, de 44 anos, não resiste aos ferimentos e morre na unidade de saúde. Os dois feridos têm alta médica horas mais tarde.

Nas imediações do centro comercial os gritos de desespero de quem assistiu a tudo colocam todos em alerta máximo.

O atirador foge num Audi A4 de cor cinza. Começa a caça ao homem. Várias equipas são destacadas para controlar as principais saídas da cidade, mas sem qualquer sinal do paradeiro.

No local concentrara-se familiares e amigos das duas famílias rivais enquanto a PSP em estreita colaboração com a polícia municipal monta um perímetro de segurança que impede a passagem de todos naquela zona.

A polícia judiciária do centro assume a investigação e enquanto recolhe várias provas quer no interior, quer também no exterior do Palácio do Gelo, carros e carrinhas com familiares de José Carlos são intercetados na VCI junto ao Estádio do Dragão, no Porto. As autoridades suspeitaram que o atirador estava ali está escondido, mas foi falso alarme.

Uma semana após os crimes José Carlos continua em fuga. A polícia desconfia que possa estar refugiado em Sevilha, mas não descarta a hipótese de continuar escondido em Portugal.